Uma declaração polêmica envolvendo a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) gerou intenso debate nas redes sociais e no cenário político. Um deputado estadual trouxe à tona críticas à política de cotas e ao modelo de gestão da instituição, levantando questionamentos sobre o impacto dessas iniciativas para o estado e para a sociedade catarinense.
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O parlamentar destacou sua visão de que a UDESC seria um “péssimo investimento” para Santa Catarina. Ele argumentou que a universidade, além de promover o que chamou de “pautas identitárias”, estaria priorizando alunos de fora do estado, o que, em sua opinião, desvia recursos públicos que deveriam beneficiar os catarinenses.

No centro da polêmica está a proposta do Conselho Universitário da UDESC de ampliar as cotas de 30% para 50% das vagas. Atualmente, 30% das vagas são destinadas a alunos negros e egressos de escolas públicas. A nova proposta prevê a inclusão de quilombolas, pessoas autistas, transexuais e até presidiários. O deputado questionou se o cidadão catarinense, que trabalha e paga impostos, estaria satisfeito em financiar essas políticas.
O parlamentar argumentou que as universidades deveriam focar na excelência acadêmica e no desenvolvimento de conhecimento, ao invés de, segundo ele, buscar implementar “justiça social” por meio de cotas. Ele também apontou que, nos Estados Unidos, a Suprema Corte declarou inconstitucional a política de ações afirmativas em 2023, proibindo cotas raciais em universidades.
Com base nesse contexto, o deputado anunciou a proposta de uma Emenda à Constituição do Estado de Santa Catarina para proibir a adoção de critérios baseados exclusivamente em raça, etnia ou cor para reserva de vagas ou concessões de benefícios em Santa Catarina. Ele classificou as cotas raciais como uma forma de segregação, argumentando que a população negra e parda do estado representa apenas 10% da população total, o menor índice entre os estados brasileiros, o que tornaria a ampliação das cotas injustificada do ponto de vista matemático e econômico.
Além disso, ele enfatizou a importância de investir em uma educação básica de qualidade como solução mais efetiva para garantir oportunidades iguais a todos, sem distinções ideológicas, raciais ou sexuais.
A proposta já recebeu o apoio de oito deputados estaduais, mas ainda precisa de mais seis assinaturas para iniciar sua tramitação. O parlamentar reafirmou seu compromisso em buscar os apoios necessários para levar o tema ao debate no plenário e construir, em suas palavras, “uma sociedade mais justa e próspera”.
O debate promete continuar gerando discussões acaloradas, envolvendo desde a relevância das políticas afirmativas até o papel das universidades públicas na sociedade catarinense.
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