Após três dias de buscas intensas, o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina encontrou na manhã desta segunda-feira (16) o corpo de um adolescente de 14 anos que estava desaparecido desde a última sexta-feira (13) na Praia de Canasvieiras, em Florianópolis. A identificação foi confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML).
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O jovem havia pulado de um trapiche até o mar, mas não retornou à superfície, o que mobilizou equipes de resgate por todo o fim de semana. A tragédia marca a terceira morte por afogamento registrada na praia em 2024, o que já torna este ano o mais fatal em Canasvieiras na última década.

Área restrita e riscos ignorados
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o local de onde o adolescente saltou é uma área sinalizada como “restrita”, com placas que proíbem o mergulho. O trapiche é destinado exclusivamente ao tráfego de embarcações e está fora da área de cobertura dos guarda-vidas. Essa condição dificultou um resgate imediato.
A combinação de desobediência à sinalização e a falta de vigilância adequada no local contribuiu para o desfecho trágico. A situação acende um alerta sobre os riscos de ignorar avisos de segurança em áreas litorâneas.
O ano mais trágico para Canasvieiras
Com essa nova fatalidade, 2024 se tornou o ano mais mortal para a Praia de Canasvieiras nos últimos dez anos. Antes do caso do adolescente, a praia já havia registrado outras duas mortes por afogamento:
- Fevereiro: Um turista argentino de 63 anos morreu após sofrer um mal súbito enquanto estava no mar.
- Outubro: Um homem de 36 anos foi vítima de grau 6 de afogamento durante um mergulho.
Para efeito de comparação, Canasvieiras havia registrado apenas quatro mortes por afogamento em toda a década anterior, com anos como 2015, 2016, 2021, 2022 e 2023 sem nenhuma ocorrência.
Prevenção para salvar vidas
A tragédia ressalta a necessidade de intensificar campanhas de conscientização sobre os riscos no mar, especialmente em áreas não vigiadas ou destinadas a embarcações. Além disso, reforça a importância de respeitar a sinalização e evitar práticas perigosas que possam colocar vidas em risco.
Enquanto Florianópolis segue sendo um destino turístico de grande destaque, casos como este mostram que a segurança deve ser prioridade para garantir que momentos de lazer não se transformem em tragédias.
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