O custo de vida das famílias em Florianópolis registrou alta de 0,54% em novembro, impulsionado principalmente pelos alimentos, que apresentaram aumento médio de 1,15%. Por outro lado, os preços relacionados à habitação caíram 1,22%, em grande parte devido à mudança na bandeira tarifária da energia elétrica, que passou de vermelha para amarela, resultando em uma redução de 8,6% na conta de luz.

Inflação em Alta no Comparativo Anual
A inflação de novembro foi superior à registrada no mesmo mês de 2023 (0,37%), elevando o acumulado dos últimos 12 meses para 5,69%. No ano de 2024, o índice já soma 5,39%, segundo o Índice de Custo de Vida (ICV), elaborado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e atualizado mensalmente com base em 297 itens de consumo.
Alimentos Pesam Mais no Bolso
Os alimentos, que representam mais de um quinto do orçamento das famílias, foram os principais responsáveis pelo aumento no custo de vida em novembro. Refeições fora de casa subiram 1,24%, com destaque para itens como cafezinho (8,4%), crepe (5%), suco de fruta (3,9%) e lanches (3%).
Nos supermercados e feiras, o impacto também foi sentido, com um aumento geral de 1,09%. Produtos como óleo de soja (5,2%), azeite de oliva (3%), e carnes como costela suína (5,5%) e filé mignon (4,6%) puxaram a alta. Já itens como hortaliças e verduras (-2,4%) e tubérculos, raízes e legumes (-4%) apresentaram queda nos preços.
Transportes e Saúde Também Subiram
Os transportes, que pesam tanto quanto a alimentação no orçamento, tiveram uma alta moderada de 0,25%, inferior ao aumento de 1,74% registrado em outubro. Houve elevação no preço do etanol (1,4%), enquanto as passagens aéreas ficaram mais baratas (-1,7%).
Já o grupo de saúde e cuidados pessoais teve alta significativa de 1,5%, influenciada pelo aumento nos produtos farmacêuticos e óticos (2,2%). Além disso, as despesas pessoais subiram 3%, com destaque para o expressivo aumento de 14,2% no preço dos cigarros.
Energia Mais Barata Reduziu Custos em Habitação
A maior queda em novembro foi observada no grupo habitação (-1,22%), resultado direto da redução na tarifa de energia elétrica residencial, proporcionada pela melhoria no nível dos reservatórios das hidrelétricas.
Outros grupos que apresentaram quedas foram artigos de residência (-0,8%) e vestuário (-0,2%). Já os preços de educação e comunicação permaneceram estáveis.
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