O fechamento do Restaurante Popular de Florianópolis gerou um embate entre a Prefeitura e a Defensoria Pública de Santa Catarina, com acusações diretas do Secretário de Assistência Social, Bruno Souza, que alega que a instituição estaria contra as famílias carentes e crianças da cidade.
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Prefeitura quer reformular, Defensoria quer impedir
Diante do aumento da criminalidade no local, incluindo agressões a funcionários, expulsão de famílias, apreensão de armas e até prisões de foragidos, a Prefeitura decidiu transformar o espaço no Restaurante da Família, um ambiente voltado exclusivamente para atender quem realmente precisa.
Porém, a Defensoria Pública entrou com uma ação civil pública para barrar essa mudança, argumentando que o Restaurante Popular é o único equipamento de segurança alimentar da cidade, fornecendo cerca de 2.000 refeições diárias para pessoas em situação de vulnerabilidade, como população de baixa renda, estudantes e moradores de rua.
Acusações do secretário
O Secretário de Assistência Social, Bruno Souza, questiona diretamente a postura da Defensoria, afirmando que a instituição não está defendendo as famílias carentes, mas sim impedindo que um ambiente seguro seja criado para elas. Ele destaca que a reformulação do restaurante busca garantir um espaço livre da violência e da criminalidade.
Já a Defensoria rebate a crítica e justifica a ação judicial com a necessidade de garantir o direito básico à alimentação, apontando que a Prefeitura não apresentou uma alternativa concreta para atender a demanda das milhares de pessoas que dependem do serviço.
Além disso, a Defensoria argumenta que a Passarela Nego Quirido, sugerida pela Prefeitura como alternativa para o atendimento de moradores de rua, não tem estrutura suficiente para suprir essa necessidade.
Quem decide a disputa?
Apesar das acusações e da tensão entre os órgãos, a Defensoria Pública não tem poder de decisão, apenas pode solicitar medidas ao Poder Judiciário, que será o responsável por determinar se a Prefeitura pode ou não seguir com a reformulação do restaurante.
Enquanto o impasse segue sem solução, a população vulnerável de Florianópolis fica no meio da disputa, esperando que o direito à alimentação seja garantido sem prejuízo à segurança e ao acesso de quem realmente precisa.
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