Após quatro meses de investigações, as buscas pelos corpos de Valter Agostinho de Faria Junior, de 62 anos, e Araceli Cristina Zanella, de 46, foram suspensas temporariamente. O casal desapareceu em 11 de novembro de 2024, em Biguaçu, após o último contato com familiares. A polícia acredita que os dois foram vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte).
As operações de busca aconteceram em diversas áreas da Grande Florianópolis, especialmente nos bairros Pedregal e Ipiranga, em São José. Entretanto, sem novas pistas concretas, a polícia decidiu interromper as buscas até que surjam novas informações que possam levar à localização dos corpos.
Sete pessoas foram presas por envolvimento no crime. Entre os detidos, cinco são acusados de latrocínio, associação criminosa, ocultação de cadáver e furto mediante fraude. As investigações apontaram que os cartões bancários das vítimas foram utilizados enquanto elas ainda estavam em cativeiro. Caso sejam condenados, os envolvidos podem pegar penas superiores a 50 anos de prisão.
O caso
Valter e Araceli viviam em Biguaçu, mas também possuíam uma casa na Praia do Antenor, em Governador Celso Ramos. Araceli, conhecida como Celi, era natural de Chapecó e se mudou para a região após conhecer Valter.
O desaparecimento teria ocorrido após uma briga envolvendo o aluguel de um bar que pertencia ao casal. Segundo as investigações, os dois foram sequestrados no dia 11 de novembro e mortos no mesmo dia em uma área de mata na Grande Florianópolis.
A família registrou o desaparecimento no dia 14 de novembro, e a polícia iniciou as investigações sob total sigilo. No dia 6 de dezembro, os parentes foram informados de que a chance de encontrar o casal com vida era praticamente inexistente.
Mesmo com a suspensão temporária das buscas, a polícia segue monitorando o caso e pode retomar os trabalhos caso surjam novas pistas sobre o paradeiro dos corpos.
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