O dia começou com um choque para moradores de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. O Cemitério Municipal amanheceu praticamente vazio depois de um furto em larga escala durante a madrugada desta quinta-feira (13). Cruzamentos de túmulos, placas, letras, enfeites e até fotos das pessoas enterradas foram levados, deixando para trás um cenário de abandono e revolta.
De acordo com a prefeitura, o cemitério abriga cerca de 1.500 túmulos e aproximadamente 5.000 pessoas sepultadas. A estimativa inicial aponta que ao menos metade dos túmulos foi alvo da ação criminosa, configurando um dos maiores ataques já registrados no local. O levantamento oficial dos itens levados ainda está em andamento.
Na vistoria feita pela administração municipal, servidores encontraram dois sacos cheios de peças abandonados na mata próxima ao cemitério. A principal suspeita é de que o material furtado seria destinado à venda em mercados clandestinos, prática semelhante à registrada em cemitérios de outras regiões.
A situação mobilizou a prefeitura, que declarou solidariedade às famílias que tiveram os túmulos de seus entes violados. Em uma publicação nas redes sociais, o prefeito Charles da Cunha afirmou que a cidade foi surpreendida por “um verdadeiro arrastão” e reforçou o compromisso de preservar a memória de quem descansa no local, conforme apuração do portal Agora Floripa.
A prefeitura registrou boletins de ocorrência para todo o cemitério, dispensando as famílias de abrirem processos individuais. No entanto, orienta que os responsáveis por túmulos danificados procurem a delegacia para auxiliar na identificação das vítimas e no andamento da investigação. Até o momento, ninguém foi identificado como autor do crime.
O caso segue sob investigação, e o portal Agora Floripa segue acompanhando os desdobramentos para atualizar a população à medida que novas informações forem confirmadas.
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