A crise financeira do Figueirense ganhou um novo capítulo tenso nesta semana. O clube não realizou o pagamento da primeira parcela do acordo de Recuperação Judicial, que foi homologado em fevereiro. O prazo para quitar a dívida com os credores se encerrou no dia 31 de março, mas o pagamento não foi efetuado.
Diante da inadimplência, o advogado Thiago Rino, representante de atletas e profissionais que trabalharam no clube, entrou com um pedido para que a falência do Figueirense seja decretada. Ele solicitou que o clube, a administração judicial e o Ministério Público se manifestem em até 48 horas sobre a situação.
Enquanto isso, o departamento jurídico do Figueirense tenta ganhar tempo na Justiça. O clube argumenta que o juiz desconsiderou acordos feitos nas assembleias e que isso teria dificultado o cumprimento do pagamento dentro do prazo. Além disso, o Figueirense quer que a posse do terreno do antigo Ginásio Carlos Alberto Campos seja transferida para a SAF alvinegra, conforme um acordo firmado com o fundo Clave. Sem essa liberação, o clube alega que não consegue receber o dinheiro necessário para pagar os credores.
O que acontece agora?
Mesmo com o pedido de falência, isso não significa que o Figueirense será declarado falido de imediato. O juiz ainda pode analisar os recursos apresentados pelo clube e avaliar se há alternativas para o pagamento das dívidas. No entanto, se o Figueirense não cumprir o acordo e não apresentar uma solução viável, a falência pode ser decretada.
Até o momento, o clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A expectativa agora gira em torno da resposta que será dada à Justiça dentro do prazo de 48 horas. O futuro do Figueirense segue incerto, enquanto torcedores e credores aguardam ansiosos pelos próximos desdobramentos dessa crise.
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