A Polícia Civil de Santa Catarina revelou novos detalhes sobre um suposto esquema de corrupção que teria desviado recursos da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de Florianópolis. De acordo com a investigação, o ex-secretário Edmilson Carlos Pereira Júnior, conhecido como Ed Pereira, seria o líder do grupo suspeito de cometer os desvios até 2023.
A investigação faz parte da Operação Presságio, que já resultou no indiciamento de 23 pessoas. Desse total, 18 foram apontadas como integrantes de uma organização criminosa. A esposa de Ed Pereira, Samantha Brose, também teria um papel importante dentro do esquema, segundo o relatório policial.
A polícia detalhou que o grupo estaria dividido em quatro camadas:
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Liderança: comandada por Ed Pereira.
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Núcleo administrativo e financeiro: onde estariam Samantha Brose e Rêne Raul Justino, responsáveis pela articulação e tomada de decisões.
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Núcleo operacional: formado por servidores públicos municipais, que teriam facilitado a aprovação de projetos e a liberação de recursos.
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Laranjas: pessoas cadastradas como microempreendedores individuais (MEIs) para emitir notas fiscais de serviços que não teriam sido realizados ou entregues apenas parcialmente.
A Controladoria Geral de Florianópolis informou que a organização utilizava o “Instituto Bem Possível” para movimentar o dinheiro desviado. Desde 2017, a entidade teria recebido R$ 875.169,63 por meio de subvenções sociais e contribuições públicas. Esse valor não inclui recursos de empresas privadas ou de emendas parlamentares.
A investigação segue em andamento para esclarecer a extensão dos desvios e o papel de cada envolvido.
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