A tentativa de instaurar a CPI do cão Orelha na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) ganhou um novo capítulo nesta semana. O pedido de criação da comissão acabou rejeitado após perder uma das assinaturas necessárias para que o processo pudesse seguir adiante.
A mudança ocorreu depois que um dos parlamentares que havia apoiado formalmente o requerimento retirou sua assinatura. Com isso, o documento passou a contar com 13 apoios, ficando abaixo do número mínimo exigido para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito.
A CPI foi proposta para aprofundar a análise de questões relacionadas ao chamado Caso Orelha, que continua despertando atenção e debate em diferentes setores da sociedade catarinense. O objetivo do requerimento era permitir que deputados tivessem acesso a informações, documentos e esclarecimentos considerados relevantes para ampliar o entendimento sobre o caso.
Com a redução no número de assinaturas, a Procuradoria da Assembleia Legislativa rejeitou o pedido de instalação da comissão. A decisão impede, neste momento, o avanço da CPI dentro do Parlamento catarinense.
Apesar do revés, a mobilização em torno da proposta não foi encerrada. O autor do requerimento informou que pretende retomar as articulações em busca de novos apoios entre os deputados estaduais. A estratégia agora é reunir novamente o número mínimo de assinaturas exigido para que o pedido possa voltar a ser analisado.
Nos bastidores da Alesc, o assunto segue movimentando discussões políticas e parlamentares. A proposta da CPI foi apresentada sob o argumento de que ainda existem dúvidas e questionamentos sobre aspectos relacionados às investigações e aos procedimentos adotados ao longo do caso.
Entre os pontos citados pelos defensores da comissão estão informações constantes em documentos produzidos durante as apurações, laudos técnicos e decisões tomadas durante o andamento do processo. A intenção da CPI, segundo os argumentos apresentados na justificativa do pedido, seria reunir esclarecimentos adicionais sobre esses elementos.
Com a rejeição do requerimento, a instalação da CPI do Orelha permanece suspensa. O próximo passo dependerá da capacidade de articulação para conquistar novas assinaturas e recolocar o tema na pauta da Assembleia Legislativa.
A reportagem do portal Agora Floripa segue acompanhando os desdobramentos do caso e eventuais movimentações relacionadas à tentativa de criação da comissão parlamentar na Alesc.
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