Na manhã deste sábado (5), dezenas de pessoas se reuniram no Centro de Florianópolis para protestar contra o projeto de demolição de um dos prédios históricos mais emblemáticos da cidade: o antigo terminal rodoviário, localizado entre as avenidas Mauro Ramos e Hercílio Luz. A manifestação, que começou por volta das 11h e durou pouco mais de uma hora, reuniu arquitetos, urbanistas, artistas e moradores preocupados com o futuro do imóvel.
Organizado pelo movimento “Traços Urbanos”, o ato teve como principal objetivo chamar a atenção da população e do poder público para os riscos de se perder um patrimônio histórico em nome de um projeto de leilão que tramita, em regime de urgência, na Câmara de Vereadores de Florianópolis. O grupo pede que o projeto saia da urgência, para que possa ser debatido de forma mais ampla, com audiências públicas e participação efetiva da comunidade.
Os manifestantes defendem que, ao invés de demolido ou vendido, o antigo terminal seja revitalizado e transformado em um espaço de uso coletivo. Entre as ideias sugeridas, estão a criação de um centro cultural, um polo gastronômico, feiras e espaços para eventos locais. A proposta é reaproveitar o edifício, respeitando sua importância histórica e contribuindo para o fortalecimento da vida urbana no coração da cidade.
Além do valor arquitetônico, o prédio carrega memórias e histórias da população de Florianópolis, sendo considerado por muitos um marco afetivo. O movimento destaca que manter o prédio ativo e integrado à comunidade pode ajudar a revitalizar toda a região ao redor, reduzindo a sensação de abandono e insegurança que cresce no entorno.
Por outro lado, o projeto de lei apresentado pela prefeitura justifica a venda do imóvel alegando que sua estrutura está cada vez mais deteriorada e representa um risco. Também aponta que o custo de manutenção é alto e que os recursos poderiam ser redirecionados para outras áreas mais urgentes da cidade. A proposta prevê a alienação do imóvel por meio de leilão, o que preocupa ainda mais os defensores da preservação, já que pode abrir caminho para empreendimentos privados que não respeitem a história do local.
Enquanto o debate segue, a mobilização cresce. Os organizadores do protesto prometem novos atos e articulações para impedir que o prédio seja demolido ou perca sua função pública. Para eles, é preciso dar voz à cidade antes de apagar mais um traço de sua identidade.
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