O custo de vida em Florianópolis ficou praticamente estável no mês de julho. O Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pela Udesc Esag, registrou alta de apenas 0,10%, mostrando uma desaceleração significativa em relação a junho, quando a inflação havia alcançado 0,53%. O resultado também ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando o índice foi de 0,30%.
Os dados divulgados nesta terça-feira (4) mostram que a principal razão para a redução no ritmo da inflação foi a queda nos preços dos alimentos, especialmente dos produtos de hortifrúti, beneficiados pelo período de safra.
A pesquisa analisou os preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos na Capital. Durante o mês, 109 itens apresentaram aumento, 95 ficaram mais baratos e 93 mantiveram os mesmos preços.
O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável por conter a inflação, encerrando julho com queda de 0,46%. Entre os produtos que mais aliviaram o orçamento das famílias estão o tomate, que ficou 44,65% mais barato, a batata inglesa, com redução de 30,91%, a beterraba, que caiu 15,54%, e a cebola, com baixa de 8,55%.

Também apresentaram redução de preços o café em pó, com queda de 4,63%, o vinho, que ficou 4,51% mais barato, e o café solúvel, com redução de 2,66%.
Apesar do cenário positivo para parte dos alimentos, alguns produtos seguiram em alta. A melancia registrou aumento de 20,66%, seguida pelo mamão, com alta de 13,31%. Também ficaram mais caros o iogurte (9,20%), o feijão preto (8,22%), o atum enlatado (7,76%) e o tradicional pão francês, que subiu 5,08%.
Enquanto a alimentação ajudou a controlar a inflação, o grupo Habitação foi o que mais pressionou o orçamento das famílias em julho, registrando alta de 0,95%. O aumento foi impulsionado principalmente pelos preços dos artigos para reparos residenciais, que subiram 3,58%, dos combustíveis domésticos, com alta de 2,57%, e dos artigos de limpeza, que avançaram 1,78%.
Outros grupos também apresentaram reajustes positivos, como Saúde e Cuidados Pessoais (0,74%), Transportes (0,23%) e Despesas Pessoais (0,20%).
Por outro lado, alguns setores encerraram o mês em queda. O grupo Vestuário registrou redução de 1,89%, enquanto Artigos de Residência tiveram baixa de 0,20% e Educação apresentou recuo de 0,02%. O segmento de Comunicação permaneceu estável, sem variação de preços.
Com o resultado de julho, o Índice de Custo de Vida de Florianópolis acumula alta de 4,04% em 2026 e de 4,93% nos últimos 12 meses.
Calculado desde 1968 pela Udesc Esag, com apoio da Fundação Esag, o ICV é uma das principais referências para acompanhar a evolução do custo de vida na Capital catarinense. O indicador monitora mensalmente o comportamento dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias de Florianópolis e serve como importante parâmetro para analisar o impacto da inflação no orçamento dos moradores da cidade e da Grande Florianópolis.
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