A Polícia Penal de Santa Catarina realizou neste domingo (14) a formatura do XVI Curso de Técnicas Operacionais Policiais (TOP), um dos treinamentos mais exigentes da corporação. A solenidade aconteceu no Complexo Penitenciário do Estado, em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, e reuniu autoridades, familiares e amigos para celebrar a conquista.
O curso teve início em 25 de agosto, no Centro de Treinamento Tático Operacional da Regional 01. Ao todo, 49 policiais penais participaram da formação, sendo 47 de unidades catarinenses e 2 do Paraná. Após 21 dias de confinamento intenso e 380 horas de aulas práticas e teóricas, apenas 21 concluíram a formação, em um processo que registrou 28 baixas e reprovações.

Entre os conteúdos abordados estiveram intervenção tática prisional, escolta, nivelamento em tiro com diferentes armamentos, noções de patrulha, entre outras instruções voltadas à realidade do sistema prisional. A formação exigiu preparo físico, resiliência emocional e equilíbrio psicológico dos participantes, consolidando-se como uma das mais desafiadoras da Academia de Administração Prisional e Socioeducativa (Acaps).
A cerimônia contou com a presença da secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, representando o governador Jorginho Mello, além do diretor da Acaps, Klaus da Silva, do diretor-geral da Polícia Penal, Maicon Ronald Alves, e do corregedor-geral da Sejuri, Gabriel Airton da Silveira.
Histórico do Curso TOP
Criado em 2015, em São Cristóvão do Sul, o Curso TOP surgiu da necessidade de capacitar policiais penais para funções até então desempenhadas pela Polícia Militar, como vigilância em muralhas e escoltas. A primeira edição formou 26 dos 32 servidores inscritos. Desde então, tornou-se referência nacional em qualificação, completando dez anos de existência em 2025.

A turma recém-formada agora passa a integrar esse seleto grupo de policiais penais preparados para atuar em situações de alta complexidade, renovando a tradição em São Pedro de Alcântara.
GTI: oito anos de atuação sem registros de ocorrência
Em paralelo às celebrações, também foi divulgado o balanço do Grupo Tático de Intervenção (GTI), unidade especializada da Polícia Penal criada em 2017. Nos últimos oito anos, o GTI realizou mais de meio milhão de movimentações de presos em todo o Estado sem qualquer registro criminal ou administrativo relacionado às operações.
Somente no primeiro semestre de 2025, o grupo participou de mais de 50 operações e realizou 10 mil movimentações internas. Formado por policiais penais altamente treinados em técnicas de imobilização, uso de armamentos e controle de situações críticas, o GTI tornou-se um dos principais pilares na manutenção da ordem e da disciplina no sistema prisional catarinense.

A apuração do portal Agora Floripa segue acompanhando os desdobramentos do curso e das atividades do GTI, que reforçam o papel estratégico da Polícia Penal na segurança e reintegração social em Santa Catarina.
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