Centenas de pessoas foram às ruas de Florianópolis nesta sexta-feira (10) para protestar contra o recente aumento nas tarifas de ônibus, que agora chegam a R$ 6,90 para pagamentos em dinheiro, tornando-se o valor mais alto entre as capitais brasileiras. Os manifestantes pedem a revogação imediata do reajuste e reivindicam a implementação da tarifa zero no transporte público da cidade.

A mobilização teve início no Terminal de Integração do Centro (Ticen), onde os participantes se reuniram antes de marchar pela Avenida Paulo Fontes e pela rua Padre Roma, até a sede da prefeitura, localizada na rua Conselheiro Mafra. Durante o percurso, a Guarda Municipal de Florianópolis bloqueou o trânsito na esquina da Padre Roma com a Conselheiro Mafra para garantir a segurança.

Os manifestantes expressaram insatisfação com o reajuste, afirmando que ele foi aplicado sem consulta popular e que prejudica principalmente trabalhadores e jovens, que têm seus salários ainda mais comprometidos pelos custos do transporte. Durante o ato, frases como “se a tarifa não zerar, a cidade vai parar” foram entoadas pelos participantes.

O movimento contou com apoio de políticos locais, que se juntaram à população. Entre eles, vereadores e deputados que classificaram o aumento como abusivo e cobraram melhorias no sistema de transporte público, incluindo renovação da frota, aumento de linhas e horários, além da discussão sobre a tarifa zero.
De acordo com a prefeitura, o aumento de 15% na tarifa foi planejado para incentivar o uso do cartão-cidadão, que reduz o valor da passagem para R$ 5,75 devido a subsídios municipais. Segundo a Secretaria de Transportes, a tarifa reflete os custos operacionais do transporte coletivo, que incluem a quilometragem diária elevada dos ônibus.
O prefeito argumentou que 30% do transporte público na cidade já é gratuito, beneficiando estudantes, pessoas com deficiência, idosos e outras categorias. Ele também explicou que o aumento foi necessário para cobrir déficits gerados pela gratuidade progressiva ao longo dos anos.
Apesar da pressão popular, a prefeitura informou que não mudará sua decisão e manterá o reajuste, justificando a necessidade de equilibrar as contas do sistema de transporte.
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