A tranquilidade do bairro Itacorubi, em Florianópolis, tem sido motivo de preocupação para os moradores que vivem ao redor do Jardim Botânico. Eventos realizados no local, frequentemente marcados por apresentações musicais e alto volume de som, têm causado incômodo à comunidade, além de impactos ambientais que vão na contramão das propostas do próprio espaço.

Reclamações sobre perturbação sonora
De acordo com os residentes, os eventos no Jardim Botânico vêm gerando barulhos excessivos que ultrapassam os limites estabelecidos pela norma brasileira NBR 10.151/2019, que permite até 55 decibéis em áreas residenciais durante o dia e 50 decibéis no período noturno, até as 22h. O descumprimento dessas regras torna os eventos passíveis de multa e impugnação.
Os moradores relatam que, nos fins de semana, quando esperam descansar, são surpreendidos por sons que ecoam dentro de suas casas. O problema é agravado pela proximidade com o Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPOL), onde pacientes em tratamento lutam pela recuperação e necessitam de um ambiente calmo.

Impactos ambientais sentidos pela comunidade
Além da perturbação sonora, os moradores destacam uma redução significativa na presença de espécies de animais que costumavam ser vistas na região. Segundo os relatos, o barulho constante dos eventos tem afastado aves e outros animais que habitavam o entorno, prejudicando a biodiversidade local.
Essa contradição é apontada como preocupante pelos moradores, uma vez que o Jardim Botânico, destinado à preservação ambiental e ao contato com a natureza, deveria adotar práticas que protegessem a fauna e a flora.
Falta de respostas das autoridades
Os residentes afirmam que já recorreram à ouvidoria da Prefeitura e a outros canais de denúncia, mas, até o momento, não receberam respostas ou soluções concretas.
Apelo por mudanças e mais fiscalização
A comunidade pede que eventos com música e apresentações artísticas no Jardim Botânico sejam realizados com controle adequado de decibéis, respeitando os limites legais. Além disso, sugerem que se priorizem atividades que não prejudiquem o meio ambiente nem a paz da vizinhança.
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