Vinte e um dias de confinamento, treinamentos intensos, avaliações físicas e técnicas e uma rotina marcada por pressão e disciplina. Ao final, dos 59 policiais penais que iniciaram o Curso de Técnicas Operacionais Policiais (TOP), apenas 27 concluíram a formação na Grande Florianópolis.
A formatura do XVIII TOP ocorreu no Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara e marcou mais uma etapa de preparação especializada da Polícia Penal de Santa Catarina.
O curso começou no dia 18 de agosto e reuniu servidores de diferentes regiões do Estado. Durante três semanas, os participantes foram submetidos a uma programação que exigiu resistência física, concentração, controle emocional, trabalho em equipe e capacidade de tomar decisões em situações de pressão.
Ao todo, foram 336 horas-aula de formação.
A diferença entre o número de inscritos e o de formandos ajuda a dimensionar o nível de exigência do treinamento. Ao longo do curso, foram registradas 32 baixas e reprovações, fazendo com que somente os servidores que atingiram os critérios estabelecidos chegassem à cerimônia de conclusão.
Treinamento prepara policiais para situações críticas
O TOP é voltado à preparação dos policiais penais para ocorrências de maior complexidade dentro do sistema prisional.
A formação reúne diferentes áreas do trabalho operacional. Entre as disciplinas estão Intervenção Tática Prisional, Escolta, Noções de Patrulha e Nivelamento em Tiro com diferentes tipos de armamento.
Além do conteúdo técnico, os participantes enfrentaram atividades práticas e avaliações que colocaram à prova o preparo físico e psicológico.
A rotina também incluiu situações de estresse controlado e exercícios direcionados para ocorrências críticas, exigindo dos servidores concentração e capacidade de agir de maneira rápida e responsável.
Para quem acompanhou a formação na Grande Florianópolis, a conclusão representa o encerramento de uma etapa que começou com dezenas de participantes e terminou com um grupo reduzido de formandos.

Apenas 27 concluíram o XVIII TOP
Dos 59 policiais penais que iniciaram o curso, 27 chegaram à formatura.
O resultado evidencia a seletividade da formação e o nível de exigência mantido ao longo das atividades. A certificação é destinada aos servidores que conseguem cumprir os padrões estabelecidos durante o treinamento.
Mais do que uma capacitação convencional, o curso envolve uma preparação voltada para situações que exigem conhecimento técnico, preparo físico, equilíbrio emocional e atuação coordenada.
O XVIII TOP também reforça uma característica presente na formação: a necessidade de manter o controle mesmo diante de situações de pressão e de tomar decisões dentro de cenários considerados críticos no ambiente prisional.
Formatura reuniu autoridades em São Pedro de Alcântara
A solenidade de conclusão ocorreu no Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis.
Participaram da cerimônia a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva; o diretor da Academia de Administração Prisional e Socioeducativa (ACAPS), Klaus da Silva; e o diretor-geral da Polícia Penal de Santa Catarina, Maicon Ronald Alves.
Durante a solenidade, a secretária destacou a importância do preparo físico, emocional e técnico exigido dos participantes ao longo do curso.
A formação, segundo ela, está relacionada à preparação dos servidores para atuar na segurança prisional e lidar com situações que exigem disciplina, equilíbrio e conhecimento técnico.
Curso existe desde 2015 em Santa Catarina
Criado em 2015, o Curso de Técnicas Operacionais Policiais se consolidou como uma das formações especializadas da Polícia Penal de Santa Catarina.
Ao longo dos anos, o treinamento passou a integrar a preparação de servidores para atividades que exigem uma qualificação operacional diferenciada.
Na edição concluída agora na Grande Florianópolis, o percurso começou com 59 policiais penais e terminou com 27 formandos.
Foram 21 dias de confinamento e treinamento, 336 horas-aula e uma rotina que combinou atividades físicas, técnicas e práticas.
Com a conclusão do XVIII TOP, os 27 policiais penais que receberam a certificação passam a contar com uma formação específica para situações de maior complexidade dentro da atividade prisional.
O resultado também mostra, em números, o grau de exigência da capacitação: menos da metade dos participantes que começaram o curso chegou à formatura.
Na Grande Florianópolis, o encerramento de mais uma edição do TOP representa, assim, uma nova etapa na preparação especializada dos profissionais que atuam na segurança do sistema prisional catarinense.
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