Um crime brutal que abalou Florianópolis voltou a ser julgado, e agora o responsável foi condenado com mais rigor. Um homem foi sentenciado a 14 anos de prisão, em regime fechado, por matar a própria filha de apenas dois meses de vida. O caso aconteceu em setembro de 2020, e agora, no segundo julgamento, a Justiça reconheceu a gravidade do crime.
Na madrugada do dia 25 de setembro de 2020, o pai teria se levantado para dar a mamadeira à bebê. Mas, em vez disso, bateu com a cabeça da criança diversas vezes contra a parede, causando um grave traumatismo cranioencefálico. A violência foi tanta que a pequena não resistiu e morreu.
Inicialmente, em 2022, o réu havia sido condenado por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e recebeu pena de apenas um ano em regime aberto. A alegação da defesa era de que a bebê teria se asfixiado ao tomar a mamadeira, por erro no momento da alimentação. No entanto, um laudo médico descartou totalmente essa hipótese, confirmando que a causa da morte foi exclusivamente o traumatismo na cabeça.
O caso gerou comoção e revolta. Por isso, um novo julgamento foi determinado, e o processo voltou ao Tribunal do Júri. Durante o segundo julgamento, novas provas e depoimentos reforçaram que a morte da bebê foi resultado de uma agressão deliberada.
Um dos depoimentos mais marcantes foi o da mãe da criança. Ela relatou ter acordado com um barulho forte, como se algo tivesse batido contra a parede. Em seguida, o companheiro a chamou dizendo que a filha teria se engasgado com a mamadeira. Ela também revelou que o homem já havia feito comentários desconfiando da paternidade da menina e até ameaçado jogar a bebê pela janela em tom de brincadeira, o que indicava um histórico de tensão e agressividade.
Com base nas provas apresentadas, a Justiça reconheceu que o crime foi intencional e cometido contra um descendente, o que aumenta a gravidade da pena. A nova condenação representa uma resposta mais firme ao ato cruel que tirou a vida de uma criança tão pequena e indefesa.
Agora, o réu deverá cumprir os 14 anos de prisão em regime fechado, respondendo por homicídio qualificado. A decisão reforça a importância do trabalho das autoridades e do sistema de justiça em casos tão delicados e chocantes.
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