O que começou com olhares constantes pela janela acabou se transformando em dias de medo dentro de um condomínio em Palhoça, na Grande Florianópolis. Uma advogada de 25 anos relatou ter sido perseguida por um vizinho durante cerca de 15 dias e decidiu tornar a situação pública entre os moradores do prédio. A iniciativa resultou em uma mobilização coletiva que contou com o apoio dos condôminos e da Polícia Militar.
Segundo o relato da moradora, o homem residia em um apartamento localizado em frente ao seu e passava longos períodos observando seus movimentos pela janela. Além disso, ela afirma que, sempre que deixava o condomínio, era seguida pelo vizinho, que também tentava abordá-la e criava situações para encontrá-la nas áreas comuns do prédio.
A situação ganhou contornos ainda mais preocupantes durante a madrugada, quando a advogada encontrou uma mensagem escrita com letras recortadas em papelão posicionadas na janela do apartamento vizinho. Assim que percebeu que a mensagem havia sido vista, o homem apagou as luzes e retirou rapidamente o material, conforme o relato da moradora.

Sentindo-se insegura, a advogada registrou um boletim de ocorrência e solicitou uma medida protetiva. Mesmo assim, o fato de continuar dividindo o mesmo condomínio com o suspeito fazia com que o receio permanecesse. Foi então que ela decidiu compartilhar o que estava acontecendo no grupo de mensagens dos moradores.
A resposta foi imediata. Diversos condôminos passaram a acompanhar a movimentação do homem, registrar imagens, observar seu comportamento e oferecer apoio para que a moradora não precisasse circular sozinha pelo condomínio. Também houve moradores que se disponibilizaram para acompanhá-la na entrada e saída do prédio e auxiliar na instalação de câmeras de segurança.
Em um dos episódios, a Polícia Militar foi acionada. Conforme o relato da advogada, o homem tentou deixar o condomínio antes da chegada da guarnição, mas acabou sendo abordado pelos policiais. Durante a conversa realizada no local, ele reconheceu as atitudes atribuídas a ele, pediu desculpas e concordou em deixar o condomínio no prazo de até dez dias.
De acordo com a moradora, o homem já está em processo de mudança, e a situação, até o momento, encontra-se resolvida. A advogada também destacou que o apoio recebido dos vizinhos, da família e das forças de segurança foi decisivo para que o caso tivesse um desfecho sem novos episódios.
O caso repercutiu entre moradores da Grande Florianópolis por evidenciar a importância da comunicação entre vizinhos diante de situações que possam comprometer a segurança de moradores. A atuação conjunta do condomínio e o acionamento das autoridades contribuíram para o encaminhamento da ocorrência.
A apuração do portal Agora Floripa acompanha o caso. Até o momento, não há informação sobre novos desdobramentos além da saída do morador do condomínio.
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