A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma grande operação na manhã desta quinta-feira (20) para prender os responsáveis pelos ataques criminosos que aterrorizaram a Grande Florianópolis no dia 19 de outubro de 2024. Naquele dia, criminosos incendiaram veículos e ergueram barricadas em 17 pontos estratégicos, bloqueando o trânsito e espalhando o pânico entre moradores e motoristas. As ações foram registradas em vias importantes, como a BR-282, em São José, e a BR-101, em Palhoça.
A operação mobiliza mais de 90 policiais e tem como objetivo o cumprimento de dez mandados de prisão e 24 de busca e apreensão em Florianópolis, São José e Palhoça. A ofensiva é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
Ataques foram resposta a um assassinato em São Paulo
As investigações apontam que os ataques na Grande Florianópolis têm relação direta com a guerra entre duas facções criminosas: o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A tensão entre os grupos aumentou após a execução de David Beckhauser Santos Herold, produtor musical, em São Paulo, no dia 2 de outubro. Ele foi morto com mais de 30 tiros, o que teria levado o PGC a arquitetar uma retaliação.
Na noite de 18 de outubro, um homem de 49 anos foi baleado em meio a um tiroteio entre as facções no Norte da Ilha. Já na manhã do dia seguinte, o PGC tentou uma nova investida, mas foi interceptado pela Polícia Militar. Em resposta, os criminosos organizaram os ataques incendiários para criar distração e garantir a fuga dos envolvidos.
Operação em andamento e coletiva de imprensa
As equipes policiais cumprem mandados em diversos endereços, buscando prender os líderes da ação criminosa e reunir provas que possam desarticular os responsáveis pelos atentados. O desdobramento da operação será detalhado em coletiva de imprensa prevista para às 9h.
O trabalho das forças de segurança visa conter a escalada de violência na região e desarticular as facções que vêm promovendo ações coordenadas para impor medo e desordem na Grande Florianópolis. A população aguarda os próximos desdobramentos para saber se os principais suspeitos foram capturados.
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