O novo presidente da Câmara de Florianópolis, João Paulo Ferreira, o Bericó, tomou posse recentemente no cargo e já iniciou sua gestão com uma medida que gerou grande repercussão. Nesta terça-feira (1º), ele anunciou um projeto chamado Inclusão Social, que prevê a criação de 23 cargos comissionados exclusivamente para Pessoas com Deficiência (PCDs) na estrutura do Legislativo municipal.
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A ideia é que cada um dos 23 gabinetes da Câmara tenha pelo menos um servidor com deficiência contratado sem a necessidade de concurso público, ocupando cargos de livre nomeação. Segundo Bericó, essa medida tem como objetivo fortalecer a inclusão social e proporcionar oportunidades de trabalho para PCDs dentro do serviço público.
No entanto, o projeto rapidamente se tornou alvo de críticas. O principal questionamento está na criação de novas vagas e no consequente aumento da folha de pagamento da Câmara, o que geraria um impacto direto no orçamento público e, consequentemente, no bolso do contribuinte.
Algumas lideranças e representantes políticos sugeriram que, em vez de abrir novos cargos, a Câmara poderia realizar substituições. A proposta alternativa seria a exoneração de 23 funcionários comissionados já existentes, para que as vagas fossem preenchidas por PCDs sem aumentar os gastos públicos.
O debate sobre o tema promete se intensificar nos próximos dias. De um lado, há quem defenda a necessidade de políticas de inclusão efetivas para Pessoas com Deficiência no serviço público. De outro, há os que apontam que a criação de novos cargos onera os cofres municipais e poderia ser feita de uma forma mais responsável financeiramente.
O projeto ainda precisa passar por análise e votação na Câmara para se tornar realidade. Enquanto isso, a decisão segue dividindo opiniões e promete gerar muita discussão entre vereadores e a população de Florianópolis.
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