A Grande Florianópolis está no centro de um alerta importante de saúde pública. Entre janeiro e maio de 2026, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) registrou 7.325 atendimentos relacionados a quedas em Santa Catarina, número que reforça a necessidade de prevenção dentro e fora de casa.
O tema ganha ainda mais destaque neste 24 de junho, Dia Mundial de Prevenção de Quedas, quando a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça orientações à população.
Grande Florianópolis lidera registros no estado
Entre as regiões catarinenses, a Grande Florianópolis aparece com o maior número de ocorrências, somando 1.658 atendimentos no período analisado.
Na sequência aparecem:
- Região Sul: 1.410 casos
- Foz do Rio Itajaí: 1.350 casos
- Vale do Itajaí: 756 casos
- Extremo Oeste: 695 casos
- Meio-Oeste: 633 casos
- Norte/Nordeste: 628 casos
- Serra Catarinense: 195 casos
Os dados mostram que as quedas estão distribuídas por todo o estado, com maior concentração em regiões mais populosas.
Maioria dos casos acontece dentro de casa
De acordo com profissionais da área da saúde, a maior parte das quedas acontece em ambientes domésticos, especialmente envolvendo idosos ou pessoas com mobilidade reduzida.
Situações comuns incluem escorregões, tropeços e desequilíbrios em ambientes sem adaptação adequada.
Entre as principais recomendações estão medidas simples, como:
- Retirar tapetes soltos
- Instalar corrimãos e barras de apoio
- Ajustar altura de móveis
- Melhorar a iluminação dos ambientes
Segundo especialistas, uma queda da própria altura pode resultar em lesões graves, como fraturas de fêmur e bacia, além de traumatismos e complicações neurológicas.
Impacto direto na saúde e no atendimento de urgência
O aumento das ocorrências também pressiona os serviços de emergência. As quedas representam uma demanda constante para o SAMU e refletem diretamente nos atendimentos hospitalares em toda a Grande Florianópolis e no estado.
Em 2025, Santa Catarina registrou 17.703 atendimentos relacionados a quedas. A maior parte foi atendida por Unidades de Suporte Básico, seguidas por equipes avançadas, motolâncias e suporte aeromédico.
Idosos estão entre os mais afetados
O envelhecimento da população é um dos fatores que influenciam o aumento dos casos. Em Santa Catarina, o número de pessoas com 60 anos ou mais cresceu de cerca de 702 mil em 2012 para aproximadamente 1,25 milhão em 2024, segundo dados do IBGE.
Estudos internacionais apontam que cerca de 28% dos idosos sofrem ao menos uma queda por ano, com maior incidência dentro de casa.
Na avaliação de profissionais da saúde, a combinação entre idade avançada, limitações de mobilidade e ambientes sem adaptação adequada aumenta o risco de acidentes.
Jovens também estão no grupo de risco
Embora os idosos sejam os mais afetados, as quedas também atingem pessoas mais jovens, principalmente em ambientes de trabalho. Nesses casos, o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs) é considerado essencial para prevenção.
Orientação em caso de queda
Em situações de queda, a recomendação é não movimentar a vítima, acionar imediatamente o SAMU pelo telefone 192 e aguardar o atendimento especializado, mantendo a calma até a chegada da equipe.
A apuração das informações reforça que a prevenção segue como principal estratégia para reduzir o número de ocorrências na Grande Florianópolis, especialmente em residências com idosos ou pessoas com mobilidade reduzida.

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