A Secretaria de Saúde de Santa Catarina emitiu um alerta devido ao aumento dos casos de coqueluche em 2024. Até agora, o estado já registrou 106 casos da doença, um salto expressivo comparado aos dois casos confirmados no ano passado. A situação é mais preocupante entre crianças menores de um ano, com 38 confirmações, e concentra-se em regiões como a Grande Florianópolis, Médio Vale e Foz do Rio Itajaí.

A coqueluche, também conhecida como “tosse comprida,” é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que infecta as vias respiratórias. Ela começa de forma leve, com sintomas que se assemelham a um resfriado, incluindo tosse seca, coriza, febre baixa e mal-estar. Com o tempo, a doença evolui para uma tosse severa e incontrolável que pode afetar a respiração, provocar vômitos e causar cansaço extremo. A transmissão é rápida e ocorre por gotículas no ar, liberadas durante a tosse ou até mesmo ao falar. Em geral, os sintomas da coqueluche podem durar de seis a dez semanas, dependendo da gravidade do caso.
De acordo com o setor de Vigilância Epidemiológica do Estado, o aumento dos casos acompanha uma tendência mundial observada pela Organização Pan-Americana da Saúde. No Brasil, a baixa cobertura vacinal nos últimos anos é um fator relevante para o surgimento de novos casos. Atualmente, em Santa Catarina, a cobertura acumulada da vacina pentavalente está em 88,87%, abaixo da meta nacional de 95%. Em 2023, o índice foi de 91,47%, o que indica uma queda preocupante.
A vacina pentavalente, que protege contra a coqueluche, além de outras doenças como difteria e tétano, é aplicada em três doses aos 2, 4 e 6 meses de vida. Ela está disponível gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do calendário básico de vacinação infantil. Além disso, desde 2014, foi incluída a vacina dTpa para gestantes, garantindo anticorpos que protegem os bebês até que completem o esquema vacinal. Profissionais de saúde também recebem essa vacina como medida preventiva.
A Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação, especialmente para os públicos prioritários. Com o crescimento global dos casos de coqueluche, a imunização continua sendo a melhor forma de controle. Quem apresentar sintomas deve procurar o serviço de saúde mais próximo para avaliação e diagnóstico.
A prevenção por meio da vacinação é essencial para controlar a coqueluche, protegendo principalmente as crianças e evitando a disseminação da doença.
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