Uma ossada humana encontrada em 2011, no município de Santo Amaro da Imperatriz, teve sua identidade finalmente confirmada após mais de uma década. O resultado foi possível graças ao uso do Banco de Perfis Genéticos, ferramenta que vem sendo utilizada para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas em Santa Catarina.
O caso remonta a julho de 2011, quando equipes foram acionadas para atender uma ocorrência no Morro das Três Voltas. No local, um corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, o que impossibilitou qualquer identificação naquele momento. Diante da situação, a ossada foi recolhida e passou por exames periciais, com o material genético sendo posteriormente inserido no banco estadual.
A identificação só foi possível anos depois, a partir do cruzamento de dados genéticos. Um familiar — um filho em busca do pai desaparecido — realizou a doação de DNA, que foi incluída no sistema. A compatibilidade entre os perfis permitiu confirmar a identidade da vítima, encerrando um longo período de incertezas.
A iniciativa integra o programa PCI Conecta, voltado à localização de pessoas desaparecidas e à identificação de indivíduos sem identificação. O sistema funciona a partir da comparação entre perfis genéticos coletados de familiares e materiais armazenados em banco oficial, ampliando as chances de solução mesmo em casos antigos.
A coleta de DNA para esse tipo de investigação é gratuita, simples e pode ser agendada previamente. O procedimento tem papel fundamental na elucidação de ocorrências semelhantes, especialmente quando outros métodos de identificação não são possíveis.
A apuração do portal Agora Floripa segue acompanhando iniciativas que envolvem o uso de tecnologia e integração de dados para solucionar casos antigos em Santa Catarina.
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