O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu aumentar a pena de um homem condenado por uma sequência de crimes ocorridos em um estúdio de pilates em São José, na Grande Florianópolis. Com a nova decisão, a condenação total foi fixada em 94 anos, 5 meses e 14 dias de reclusão, em regime inicial fechado.
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O caso aconteceu em outubro de 2024, quando o réu entrou no estabelecimento simulando interesse em aulas. No local, ele rendeu uma instrutora e duas alunas, trancando o estúdio e mantendo as três mulheres sob grave ameaça.
Durante a ação, o homem exigiu dinheiro e liberou duas vítimas para que buscassem a quantia solicitada. Ele permaneceu com a instrutora dentro do imóvel e, após subtrair valores do caixa por meio de violência, intensificou as agressões.
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Segundo os autos do processo, a vítima foi isolada, agredida e sofreu violência sexual, além de ataques físicos que incluíram estrangulamento e tentativas de sufocamento. A violência só foi interrompida após a chegada de pessoas que entraram no local para prestar socorro.
As investigações contaram com imagens de câmeras de segurança, depoimentos das vítimas e laudos periciais. Os exames confirmaram lesões físicas e apontaram que a vítima direta desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático grave após o ocorrido.
O réu havia sido condenado pelo Tribunal do Júri a 85 anos, 6 meses e 28 dias de prisão por tentativa de feminicídio, estupro de vulnerável, roubo circunstanciado e extorsão. Após recursos do Ministério Público e da defesa, o caso voltou a análise da 3ª Câmara Criminal do TJSC.
Ao julgar o recurso, o colegiado acatou o pedido do Ministério Público para reconhecer maus antecedentes e aumentar a pena. Os pedidos da defesa foram rejeitados. O tribunal também manteve o entendimento de que o réu percorreu praticamente todo o caminho para a consumação do crime de feminicídio, que não se concretizou devido à intervenção de terceiros.
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A decisão ainda considerou os impactos do crime na vida das vítimas e do estabelecimento, incluindo prejuízos financeiros, necessidade de reforço na segurança e consequências psicológicas duradouras para a instrutora.
O tribunal também analisou uma das vítimas que estava grávida na época dos fatos, destacando complicações decorrentes da violência, que exigiram acompanhamento médico de risco.
Com a nova decisão, a pena total foi elevada para mais de 94 anos de prisão, consolidando o entendimento do TJSC sobre a gravidade dos crimes praticados no estúdio de pilates em São José.
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