Uma grande operação das forças de segurança de Santa Catarina movimentou unidades prisionais e cidades catarinenses na manhã desta terça-feira (16). Entre os locais que receberam o cumprimento de ordens judiciais está a Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, considerada uma das principais unidades do sistema prisional catarinense.
Batizada de Operação Correios do Crime, a ação foi coordenada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate às Drogas (DECOD) de Blumenau, em conjunto com a Polícia Penal. O objetivo é enfraquecer a atuação de uma organização criminosa investigada por manter atividades dentro e fora dos presídios do estado.
A ofensiva começou ainda nas primeiras horas da manhã, por volta das 6h, mobilizando equipes especializadas da segurança pública para o cumprimento simultâneo de dezenas de mandados judiciais. Ao todo, foram expedidos 37 mandados de prisão temporária e 36 mandados de busca e apreensão contra suspeitos apontados como integrantes da facção.
Em São Pedro de Alcântara, uma das ordens judiciais foi executada dentro da penitenciária, que integra a lista de unidades prisionais envolvidas na operação. Além da unidade da Grande Florianópolis, os mandados também foram cumpridos em estabelecimentos penais de Blumenau, Joinville, Jaraguá do Sul e até mesmo na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.
A investigação teve origem a partir da apreensão de diversas cartas encontradas com uma mulher investigada pela DECOD ao longo de 2025. O material chamou a atenção dos investigadores por revelar uma possível rede de comunicação entre integrantes da facção que estavam presos e comparsas que permaneciam em liberdade.
Com o avanço das diligências e o compartilhamento de informações entre a Polícia Civil e os setores de inteligência da Polícia Penal, foi possível identificar o papel exercido pela investigada. Segundo a apuração, ela seria uma das responsáveis por transmitir mensagens entre lideranças criminosas encarceradas e integrantes da organização que atuavam fora dos presídios.
As cartas apreendidas permitiram aos investigadores mapear parte da estrutura interna da facção. Entre os conteúdos identificados estavam informações sobre organização financeira, registros de integrantes, cobranças internas e determinações atribuídas às lideranças do grupo criminoso.
O material também contribuiu para a identificação de suspeitos considerados peças importantes dentro da estrutura da organização, possibilitando o avanço das investigações e a expedição das medidas judiciais cumpridas nesta terça-feira.
A participação da Penitenciária de São Pedro de Alcântara na operação reforça a abrangência da investigação, que alcançou diferentes regiões de Santa Catarina e até uma unidade federal fora do estado. O foco das autoridades é interromper canais de comunicação utilizados pela facção e reunir novos elementos que possam aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento da organização criminosa.
As investigações continuam e novas diligências poderão ser realizadas a partir da análise dos materiais apreendidos durante a Operação Correios do Crime. O portal Agora Floripa segue acompanhando o caso e apurando novas informações sobre os desdobramentos da ofensiva em Santa Catarina.
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