A quinta-feira (3) chegou com a expectativa de que a água voltaria para milhares de moradores de Florianópolis. O conserto da adutora rompida às margens da BR-282, em Palhoça, havia sido concluído na tarde de quarta-feira (2), e o sistema entrou no processo de carga e pressurização durante a madrugada.
Mas, para parte da população, a espera continuou.
Até a tarde desta quinta-feira, moradores de diferentes regiões de Florianópolis ainda relatavam falta de água ou dificuldades no retorno do abastecimento. Em algumas casas, a torneira permanecia seca. Em outras, a água começou a voltar, mas ainda sem pressão suficiente para normalizar a rotina.
O cenário é resultado de dias de problemas no Sistema Integrado da Grande Florianópolis, afetado pelo rompimento da adutora na BR-282. Mesmo depois do reparo, o retorno do abastecimento acontece de forma gradual e não chega ao mesmo tempo a todos os bairros.
E, em meio à retomada do sistema, uma situação específica preocupa moradores do bairro Pantanal. Famílias que vivem na Rua Antônio Francisco da Silveira chegaram ao quinto dia sem água devido a um problema em um booster, equipamento responsável por aumentar e manter a pressão da água na rede.
Cinco dias sem água no Pantanal
Enquanto boa parte de Florianópolis aguarda a estabilização do sistema após o conserto da adutora, os moradores da Rua Antônio Francisco da Silveira enfrentam um problema diferente.
Segundo relatos recebidos pelo portal Agora Floripa, a falta de água na região começou no domingo (30), após um vazamento em um booster do sistema de abastecimento.
O equipamento funciona como um reforço na rede, ajudando a aumentar e manter a pressão necessária para que a água chegue às residências.
Com o vazamento, famílias da rua ficaram sem abastecimento e passaram os últimos dias tentando entender quando a situação seria resolvida. Moradores também relatam que problemas semelhantes já ocorreram outras vezes no local.
Na tarde desta quinta-feira, funcionários foram enviados para realizar o conserto do equipamento.
O problema no Pantanal, portanto, não está diretamente ligado apenas ao rompimento da adutora em Palhoça. Trata-se de uma ocorrência específica no sistema que atende a região, justamente em um momento em que Florianópolis já enfrenta dificuldades para retomar completamente o abastecimento.
Continente de Florianópolis também sente os reflexos da falta de água
Do outro lado da ponte, a situação também fez parte da rotina de quem mora no Continente.
Bairros como Capoeiras, Coloninha, Jardim Atlântico, Coqueiros, Abraão, Itaguaçu, Bom Abrigo, Balneário, Balneário Estreito, Estreito, Monte Cristo e Canto estiveram entre as regiões afetadas pelos problemas no abastecimento.
Para milhares de famílias, a falta de água significou uma mudança imediata na rotina dentro de casa. Tarefas simples, como tomar banho, preparar refeições, lavar roupas e manter os reservatórios abastecidos, passaram a depender do pouco volume disponível nas caixas-d’água ou do retorno gradual da rede.
Mesmo após a conclusão do conserto da adutora, o abastecimento ainda precisava recuperar a pressão para voltar a alcançar toda a região.
É justamente nesse momento que o retorno pode ser diferente de uma rua para outra e até entre imóveis próximos. Depois de dias de interrupção, caixas-d’água e cisternas que ficaram vazias começam novamente a ser abastecidas, aumentando a demanda sobre o sistema.
Com isso, a água pode chegar primeiro a determinados pontos, enquanto outras áreas precisam esperar mais tempo para que a pressão na rede seja suficiente.
A situação no Continente ganha ainda mais importância porque a região faz parte do sistema integrado afetado pelo problema na BR-282 e concentra bairros com grande número de moradores e intenso movimento diário.
Por que a água não voltou para todo mundo ao mesmo tempo?
O conserto da adutora foi concluído às 16h30 de quarta-feira. Depois disso, ainda foi necessário realizar o aterramento e o fechamento da rede, além da limpeza da tubulação.
Somente após essas etapas começou o processo de carga e pressurização do sistema.
Na prática, isso significa que o reparo da tubulação não representa o retorno imediato da água em todas as torneiras.
A rede precisa ser preenchida novamente e recuperar gradualmente a pressão. Ao mesmo tempo, milhares de imóveis que passaram dias sem abastecimento começam a encher caixas-d’água, cisternas e outros reservatórios.
Por isso, regiões mais altas e distantes da rede podem levar mais tempo para voltar à normalidade.
Até a tarde desta quinta-feira, esse processo ainda era percebido por moradores de diferentes pontos de Florianópolis, com relatos de abastecimento irregular e torneiras que continuavam secas.

E São José?
Os reflexos do problema também ultrapassaram os limites de Florianópolis.
Moradores de São José e de outros municípios da Grande Florianópolis ainda relatavam falta de água ou dificuldades no abastecimento mesmo após a conclusão do reparo da adutora.
A situação reforça que a retomada do Sistema Integrado da Grande Florianópolis acontece de forma gradual, com diferenças no tempo necessário para que a pressão seja restabelecida em cada região.
Mas, em Florianópolis, o cenário reúne duas situações distintas: de um lado, bairros que ainda aguardam a completa normalização após o rompimento da adutora em Palhoça; de outro, famílias do Pantanal que enfrentam há cinco dias um problema específico em um equipamento de bombeamento.
Para quem ainda está sem água, a expectativa é de que o sistema continue recuperando pressão ao longo das próximas horas, permitindo a retomada gradual do abastecimento nos bairros afetados.
O portal Agora Floripa segue acompanhando a situação em Florianópolis, especialmente os relatos de moradores que ainda enfrentam torneiras secas, retorno irregular da água e problemas específicos no sistema de abastecimento da Capital.
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